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Filme - E A VIDA CONTINUA - AND THE BAND PLAYED ON

Atualizado: 21 de set. de 2021

Lançado em 1993 pela HBO para a televisão, foi o primeiro filme de grande orçamento a tratar sobre o hiv/aids. Tendo levado mais de dois anos para ser produzido, pode ser considerado como uma verdadeira revolução em Hollywood. Contudo, o primeiro filme sobre o tema foi Buddies, de 1985, e o para TV, alguns meses depois, foi o An Early Frosting.


Na verdade, o filme Philadelphia, lançado no mesmo ano, só começou a ser produzido pela TriStar Pictures após o estúdio ter conhecimento do projeto da HBO. Ou seja, talvez sem E a Vida Continua, talvez Philadelphia não teria acontecido.





Nunca um ator no nível de Richard Gere havia estrelado um papel gay, ainda mais vivendo com aids. Outros atores estelares foram o semideus Ian McKellen, o cantor Phil Collins, Anjelica Huston e Matthew Modine.


O sucesso foi imenso. Seis atrizes/atores do elenco foram indicados ao Emmy (o Oscar da televisão estadunidense), e o filme levou três prêmios: Melhor Filme feito para TV, Melhor Elenco e Melhor Edição.


Baseado no livro do mesmo nome, de 1987, que será devidamente abordado futuramente, o filme aborda questões extremamente delicadas sobre a política e a Medicina no início da descoberta da aids nos Estados Unidos, em que por ter sido considerada como uma doença que afetaria somente homens que fazem sexo com homens, houve uma absurda e injustificável demora na liberação de recursos para pesquisas médicas por parte do governo.


Por exemplo, uma fala fortíssima do filme (dentre muitas) é esta:


Quantos tem de morrer para justificar o investimento? Cem pessoas? Mil? Dê-nos um número para só incomodá-los quando o dinheiro gasto em processos tornar mais rentável salvar vidas que matá-las


Ao mesmo tempo, pesquisadores, lutando contra a maré, buscam isolar o vírus, entender os mecanismos da infecção. Aliás, a obra mostra também a rivalidade entre dois grupos de pesquisa de infectologia: a do dr Robert Gallo, que havia descoberto o primeiro retrovírus, o HTLV, e o Instituto Pasteur de Paris.


Outro aspecto muito interessante abordado no filme é como a própria comunidade LGBTQIA+ reagiu inicialmente à aids. Pela primeira vez na história ocidental, era possível perceber um avanço na luta por direitos igualitários, assim como uma maior liberdade para o exercício da sexualidade. A aids, porém, fez tudo isso retroceder muito rapidamente, e isso não ocorreu sem resistência.


E a Vida Continua é um filme obrigatório para se entender esse período tão conturbado da história do hiv/aids e as forças e interesses que se moveram (ou não), impactando milhões de vidas.


Segue o link do filme integral legendado disponível no YouTube:




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