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  • Lhivros e Arthivismo

Filme - FILADELFIA - Jonathan Demme

"Filadélfia", lançado em 1993, foi o primeiro filme comercial que abordava abertamente o hiv/aids a passar nos cinemas mundiais. No mesmo ano, o filme "E a Vida Continua" da HBO e já abordado aqui no blog foi lançado na televisão.



Com roteiro de Ron Nyswaner e direção de Jonathan Demme, o filme tem um elenco estelar, com Tom Hanks no papel do advogado Andrew Beckett e Denzel Washington como o advogado Joe Miller.


Apesar de a aids já grassar na sociedade há mais de uma década, nenhuma grande produtora queria encampar a ideia de um filme sobre o tema, especialmente um que tratasse a população homossexual. Demme e Nyswaner conseguiram convencer a Sony Pictures a financiar o projeto. Claro que o sucesso do filme anterior de Demme, "O Silêncio dos Inocentes", foi fundamental.



Andrew Beckett, de 26 anos de idade, é um advogado formado na Universidade Penn State que é recém-contratado por uma grande firma de advocacia da Filadélfia. Apesar de seu sucesso financeiro, sua aparência jovial e bonita, Andrew tenta fugir do preconceito não mencionando a verdade sobre sua sexualidade e seu estado de saúde. Quando adoece e começa a apresentar-se magro e com os primeiros sintomas de doenças oportunísticas, confirma-se que ele vive com hiv e está em fase de aids.


Após a notícia se espalhar na empresa, Andrew é sabotado e imediatamente despedido da firma por seus chefes, que se revelam altamente preconceituosos. Andrew tenta contratar um advogado para que possa acionar a justiça e processar a firma, mas ninguém quer assumir seu caso. Numa última esperança, ele vai até Joe Miller, um advogado de pequenas causas que se revela ser secretamente um homofóbico.


No entanto, depois de passarem várias horas juntos, Joe percebe que Andrew é uma pessoa normal como ele, e passam a se respeitar e confiar um no outro. O caso acaba por se tornar muito noticiado na mídia, e Joe luta para mostrar a todos que Andrew foi despedido única e exclusivamente pelo fato de ser homossexual e viver com hiv.


O filme apresenta com muita sensibilidade o terrível efeito social da aids, a questão do preconceito, sua dor e suas origens, contra as pessoas vivendo com hiv assim como as pessoas LGBTQIA+ e a relação mútua e confusa do preconceito frente a estas duas questões na sociedade estadunidense da época.


Na verdade, parte da história foi baseada na vida dos advogados Geoffrey Bowers e Clarence Caim. Bowers foi um advogado que em 1987 processou o escritório de advocacia Baker & McKenzie por demissão sem justa causa, em um dos primeiros casos de discriminação da AIDS.


Caim era um advogado para Hyatt Legal Services que foi demitido após seu patrão descobriu que tinha AIDS. Ele processou Hyatt, em 1990, e ganhou pouco antes de sua morte.


A Família Bowers processou os roteristas e produtores. Um ano após a morte de Bowers, o produtor Scott Rudin entrevistou a família Bowers e seus advogados e, de acordo com a família, prometeu compensação pela utilização da história de Bowers como base para o filme.


Os membros da família afirmaram que 54 cenas do filme são tão semelhantes aos acontecimentos na vida de Bowers que alguns deles só poderia ter vindo de suas entrevistas. No entanto, a defesa disse que Rudin abandonou o projeto após a contratação de um roterista e não compartilhou qualquer informação que a família tinha fornecido. O processo foi resolvido depois de cinco dias de depoimentos.


Apesar de termos do acordo não foram divulgados, os acusados ​​admitiram que "o filme" foi inspirado em parte" com a história de Bowers.


Filadélfia foi um sucesso estrondoso, arrecadando quase dez vezes mais do que seus custos de produção, e dando a Tom Hanks o Oscar de melhor ator, e a Bruce Springsteen o Oscar de melhor canção com Streets of Philadelphia, além de outras três indicações.


Com cenas antológicas, é um filme para se chorar longamente.

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