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  • Lhivros e Arthivismo

Filme - HIV MADE ME FABULOUS - Edmond Kilpatrick

"HIV Made Me Fabulous" é um curta de dez minutos dirigido por Edmond Kilpatrick que conta a história de Juno Roche, escritora, ativista e mulher trans que vive com hiv há mais de 25 anos.



Consiste em um texto narrativo com a voz da própria Juno, e cenas de três mulheres que representam a vivência da narradora a partir de movimentos de dança que retratam a preparação para encontrar uma pessoa que ama, encontrar coragem de bater em sua porta e vivenciar sua jornada emocional.


O filme narra como a vivência trans, por causa dos estigmas sociais, é tão difícil. Essa desconexão com o corpo biológico amplifica as frustrações advindas da insatisfação com o próprio corpo de forma muito mais gravosa do que nas pessoas cis.


Ao mesmo tempo, a sociedade muitas vezes ou as exclui, como corpos indesejáveis, ou as objetifica.


No caso de Juno Roche, a situação é ainda mais complicada, por ser ela uma mulher trans e viver com hiv, mas que ela pode ser sim, uma mulher trans, vivendo com hiv e desejável.


Nos tempos atuais, em que se sabe que indetectável = intransmissível, já não cabe mais a morte em vida, como dizia Herbert Daniel.


Mas mesmo assim, em tempos de I = I, as pessoas acabam precisando expor sua sorologia, até mesmo para explicarem que não transmitem o vírus. E isso traz riscos, inclusive físicos a elas. Não à toa, estudos mostram que mulheres, cis e trans, vivendo com hiv são mais vulneráveis a situações de violência doméstica.


Viver com hiv é uma mera condição física, que não deveria estar atrelada a um julgamento moral. Ela fala, em um trecho, que a infecção por hiv é algo em que não há culpa, seria como ser piada e por um mosquito e pegar malária.


Se ela voltasse para trás, veria que ela era uma profissional do sexo... Uma profissional do sexo vivendo com hiv... Uma profissional do sexo vivendo com hiv e mulher trans.


Mas hoje ela conseguiu criar uma espécie de ninho interior, em que ela pode se manifestar livremente, criar sua própria beleza.


Ao mesmo tempo, a história do hiv/aids é profundamente marcada pelo viés masculino, sendo contada por este ângulo. E inclusive em campanhas que falam sobre I = I não incluem figuras femininas.


Juno convida as mulheres vivendo com hiv a se apropriarem do seu próprio corpo. Que elas podem ser fabulosas. E o hiv a fez fabulosa.


O filme está disponível abaixo, no original em inglês.




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