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  • Lhivros e Arthivismo

Filme - TENTE ENTENDER O QUE TENTO DIZER - Emilia Silveira

Lançado em 2019 e hoje disponível no Globoplay, o documentário "Tente Entender o que Tento Dizer", dirigido por Emília Silveira, acompanha seis pessoas vivendo com hiv em seus cotidianos.


Não confundir com a antologia de poemas com a temática hiv/aids de mesmo nome e já abordada aqui no blog.


A inspiração para o nome de ambas as obras é a mesma: a frase consta na Primeira Carta para Além dos Muros, escrita por Caio Fernando Abreu para o jornal O Estado de São Paulo, em que ele torna pública sua sorologia positiva para o hiv. Aliás, ouso afirmar que tal frase é a mais emblemática dentre as inúmeras falas do autor.



“Passei um ano e meio realizando o filme” – relembra a diretora – “sem conseguir um título que me envolvesse”. Isto “porque eu não queria, mais uma vez, trazer a questão que envolve o hiv, e até a aids, repetindo entendimento do passado”. Ou seja, “um entendimento marcado pelo preconceito, pânico e dor. O tempo passou e muita coisa mudou, mas o problema persiste”.


O filme mostra a força do coletivo e da militância na transformação de pessoas e realidades marcadas pelas barreiras impostas pelo hiv.


A primeira fala é a de um ativista dos direitos humanos e hiv/aids, que fala bastante sobre a prevenção combinada, e passa a mensagem que o discurso de que o uso da camisinha não serve para abordar a questão das ISTs.


A segunda participação é a de uma mulher religiosa que descobre viver com hiv durante a gravidez. Ela fala que, no momento do diagnóstico, ela sabia o que era aids, mas não sabia o que é o hiv. Ela descreve os inúmeros preconceitos que sofreu.


A terceira é uma mulher transexual, que fala sobre os estigmas que recaem sobre as pessoas trans, sobre os corpos positivos, e como ambos perpassam duplamente no caso dela. Fala lindamente também como a vida a tornou militante.


O quarto relato é da ativista Silvia Almeida, que se descobriu vivendo com hiv após o adoecimento de seu marido. Não tem como não se apaixonar por ela.


A quinta história é a de uma mulher abandonada pela mãe biológica. Cresceu e perdeu seus pais adotivos. Após anos de desestabilização em sua vida pessoal, retoma o controle da mesma e se casa, mas a seguir fica doente e descobre a vida com hiv.


O sexto e último relato é o do poeta Ramon Nunes Mello, que organizou a antologia homônima supracitada de poemas.



Um exemplo vale mais do que mil palavras, e o documentário nos mostra seis ótimos exemplos de como viver bem com o vírus.

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