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  • Lhivros e Arthivismo

Livro - CADERNOS POSITHIVOS - AIDS LITERATURA E CULTURA EM PERSPECTIVA

A obra "Cadernos Posit(HIV)os: AIDS, Literatura e Cultura em Perspectiva" tem como organizadores Leandro Noronha da Fonseca @leandronoronhaf , Mauricio Silva da Anunciação @menino.mauricio e Guilherme Ewerton Alves de Assis @guilhermeewertton, com o suporte do LIGEPSI - Grupo de Pesquisa em Literatura, Gênero e Psicanálise da UFPB @ligepsi.



O livro é lindo a começar pela capa, com a obra "autorretrato em pé" de 1914 do artista austríaco Egon Schiele, que chegou a ser preso em sua época por "imoralidade" e que veio a falecer de outra pandemia, a da gripe espanhola, em 1918.


Ele faz uma análise, a partir de vários artigos, de como o hiv/aids é abordado nos mais diversos meios, não somente artísticos. O primeiro artigo trata da imensa preponderância de textos sobre o hiv/aids de homens e como as mulheres foram e são silenciadas. Mulheres negras então, mais ainda.


E o artigo sequente continua nesta trajetória ao analisar a obra da escritora negra Lili Nascimento, cofundadora do Loka de Efavirenz, grupo iconoclasta que tem como premissa rediscutir a trajetória da existência de corpos com hiv em nossa sociedade. Não conhecia suas obras mas quero lê-las urgentemente.


Em seguida, passa-se a um artigo sobre a abordagem do hiv em uma obra juvenil, e a potencialidade pedagógica de obras desta natureza. O próximo artigo trata da obra "Não Digam Que Estamos Mortos" de Danez Smith, já abordado aqui no blog, e como o mesmo retrata uma realidade de corpos queer negros estadunidenses e sua relação com o hiv/aids.


A seguir, faz-se um amplo estudo do poema "Cego Amor", de Armando Freitas Filho, que é parte integrante da antologia de poemas "Tente Entender o Que Tento Dizer" organizada por Ramon Nunes Mello, e que também já foi abordada aqui.


O artigo seguinte aborda as possibilidades da Internet em propagar a arte relacionada ao hiv/aids, seja pela popularização como pela maior oportunidade de construção de narrativas contemporâneas. Passa-se ao estudo de como a linguagem direta proporcionada por vídeos da Internet, notadamente gravados pelo pelos próprios agentes vivendo com hiv permite justamente esta construção. O artigo seguinte apresenta um estudo de caso dos vídeos produzidos por Gabriel Comicholi, ativista.


Finalmente, apresenta-se um artigo sobre como o homoerotismo, as artes visuais e o hiv/aids a partir da teoria de Douglas Crimp, que tenta descrever os efeitos das políticas públicas, ou no mínimo sociais, repressoras das expressões artísticas mais incisivas e que afrontem mais diretamente o status quo.


Desejo profundamente que esta obra se torne uma revista periódica, e que mais números sejam lançados...


O livro foi disponibilizado gratuitamente pelos organizadores e pode ser baixado em sua versão em PDF a partir do link que segue:


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