top of page
Buscar
  • Lhivros e Arthivismo

Livro - MORTE E VIDA POSITHIVA - Beto Volpe

Beto Volpe é um ativista da causa hiv/aids, e lançou seu livro "Morte e Vida Posithiva" em 2016, em que consta que desde bem criança já percebeu sua sexualidade, e consequentemente sua homossexualidade, primeiramente na Baixada Santista e depois em São Paulo, a partir de 1983.


Ele descreve uma vivência sexual bastante viva e agitada ao longo dos quatro anos que passou na capital. Em 1987, retorna a Santos.



Expõe como era a ambiguidade entre viver sua sexualidade e o medo da aids, especialmente os testes Elisa.


Após um relacionamento à distância, passou a sonhar que estava em condições de saúde diferentes, e fez outro teste para hiv, e desta vez o resultado veio positivo.


Em dezembro de 1989 ele retorna a São Paulo para fazer o acompanhamento médico do quadro. Vale lembrar que naquele época não havia remédios eficientes para o controle do hiv.


Ainda mais que havia a chamada morte civil, ou seja, as pessoas vivendo com hiv, mesmo assintomáticas, eram encaradas como pré-mortas. Seja na perícia médica do SUS, seja para sacar seus benefícios, o autor descreve um panorama bastante estigmatizante.


Todo este quadro além do medo da morte, fizeram com que Beto usasse as drogas como válvula de escape, e assim o seu organismo ficou bastante prejudicado, e passou a ser atacado por várias doenças oportunísticas, como pneumonias, neurotoxoplasmose, convulsão, candidíase.


Pesava somente 40 kg na época em que começou a tomar os primeiros antirretrovirais eficazes, e o que se viu foi um efeito Lázaro: Beto passou a se recuperar e ganhar peso, apesar de naquele momento ainda apresentar sequelas motoras.


O advento da Internet o salvou, pois o colocou em contato com pessoas distintas e afins. Disso para o ativismo foi um pulo. Comenta como começou o contato com diversos grupos.


Ele conta não só como sofreu com os efeitos colaterais dos primeiros antirretrovirais, mas também como eles foram combatidos. E ainda como foi a história da fundação da ONG Hipupiara, que aborda a questão do hiv/aids na Baixada Santista.


Ainda, passou por inúmeras internações e cirurgias por complicações diversas, algumas por causa dos efeitos colaterais dos remédios, outras por cânceres ou outro motivo.


Dentre suas lutas, uma destacável foi a série de portarias públicas que liberavam pelo SUS procedimentos que melhorassem os efeitos colaterais dos medicamentos, como o preenchimento com PMMA, implantes, etc.


Sua escrita é muito bem humorada e isso torna sua leitura muito fluida e fácil, transmitindo sua mensagem sem pesar.

23 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page