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Livro - O LADO POSITIVO DA VIDA - Angela Maria de Camargo

O livro "O lado “positivo” da vida: a capacidade de resiliência em pacientes vivendo com HIV/Aids" apresenta a capacidade do ser humano em desenvolver a resiliência após o diagnóstico positivo para hiv/aids. A obra propõe-se a apresentar a realidade de 13 pacientes soropositivos brasileiros, suas realidades e especificidades.



A descoberta do diagnóstico do hiv/aids configura na vida de um indivíduo um impacto que envolve vários aspectos de seu desenvolvimento, assim como a modificação do seu contexto existencial. Desse modo, torna-se necessário o conhecimento de estratégias que visem ao processo de tratamento e acompanhamento, considerando o contexto individual de cada indivíduo.


Angela Maria de Camargo atua na área da Saúde Pública e propõe, neste livro, apresentar desde seu conhecimento e experiência a outra realidade dos pacientes que vivem com hiv/aids, destacando a importância da enfermagem e da preparação dos profissionais para criar uma rede de atenção e promoção do desenvolvimento do percurso da resiliência de forma efetiva e eficaz, desde a sua formação.


A autora convida os leitores a conhecerem os diferentes percursos de desenvolvimento da resiliência em pacientes que vivem com hiv por meio de histórias anônimas reais em indivíduos diferentes expostos a fatores semelhantes. Ela descreve, ainda, como esses pacientes lidam com as mudanças diárias ocorridas em suas vidas a partir da convivência com o vírus e identifica a existência de fatores de proteção promotores da resiliência e reconhece fatores de risco psicossociais que interferem no processo de resiliência em pacientes que vivem com hiv.


"O lado “positivo” da vida: a capacidade de resiliência em pacientes vivendo com HIV/Aids" apresenta, por meio de um olhar inovador, o impacto do diagnóstico e a forma pela qual os pacientes com hiv percebem a doença, seu tratamento e prognóstico em relação a ele.


Ao longo do livro, o que se percebe é o uso de termos inadequados algumas vezes. Por exemplo, logo na descrição das pessoas analisadas, fala - se que todas viviam com aids, o que não era o caso. Ainda, apesar de focar na resiliência como elemento de qualidade de vida das pessoas vivendo com hiv, em nenhum momento fala sobre a questão do indetectável = Intransmissível, chegando a fazer um juízo de valores sobre o uso de preservativos como se fosse a única medida de prevenção.


Outra coisa que me chamou a atenção é a verticalidade na qual o texto foi produzido. As pessoas vivendo com hiv são sempre "os pacientes".


Por seu conteúdo, este trabalho torna-se uma leitura interessante (com as várias e sugnificativas ressalvas acima) para o público geral, profissionais em vários contextos da saúde mas creio que valeria uma segunda edição que revisasse os pontos acima.

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