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  • Lhivros e Arthivismo

Livro - O VALOR DA VIDA DEZ ANOS DA AGENCIA AIDS - Roseli Tardelli

Primeiramente, sou fã do trabalho de ativismo da Agência Aids e da própria Roseli Tardelli, mas o foco aqui é o livro chamado "O Valor da Vida - 10 Anos da Agência Aids", lançado em 2019 pela editora SENAC, a partir de conversas com Cristina Sant'anna.


Roseli é a fundadora e editora executiva da Agência Aids, uma das maiores (se não a maior), entidades não médicas de notícias relacionadas ao hiv/aids do país e em operação desde 2003.



Tudo começou com o falecimento do irmão Sérgio por complicações advindas da aids. Sua perda foi o agente propulsor para o ativismo da autora.


O livro inicia por sua infância, adolescência, a amizade com o irmão, o início do trabalho em noticiários, o que a pôs em contato com as notícias sobre hiv/aids desde o início, em 1981.


E entre o final da década de 80 e início da de 90, Roseli é informada do diagnóstico positivo para o hiv do irmão. Ali começou a urgência em tentar apressar a sociedade a encontrar tratamentos e uma cura.


Mas em 1993, o irmão começa a demonstrar os primeiros sinais da fase de aids. E precisou do plano de saúde, que lhe recusou atendimento, até que o plano foi obrigado, por uma decisão judicial, a atendê-lo. E foi aí que o trabalho de ativismo começou de verdade, pela luta para que os planos de saúde fossem obrigadas a atender pessoas que vivem com hiv/aids. Sérgio foi o pioneiro nesta luta, e já por isso, todos nós que vivemos ou convivemos com hiv e dependemos ou podemos contar com um plano de saúde, devemos algo ele.


Quando ele faleceu, em 1994, o que sobrou, na mente de Roseli, além da dor, foi a resposta que Sérgio lhe deu quando recebeu a notícia de que havia ganhado a causa contra o plano de saúde: "Legal, mas e os outros?“


E foi assim, para responder à pergunta do irmão, que ela trabalhou. Cada vez mais foi amadurecendo a ideia de que uma agência de notícias, que tivesse passe livre com a mídia informativa, seria de crucial importância.


Diversas ocorrências, ao longo do período de funcionamento da Agência, são narradas no livro. Inclusive a pressão dos EUA para que ela não apoiasse o programa brasileiro de hiv/aids de distribuição gratuita de antirretrovirais, e inclusive cita a inacreditável resposta do dr Robert Gallo acerca de como distribuir antirretrovirais aos pobres então.


O livro faz um panorama muito interessante sobre esta personalidade, ativista e sobre a própria Agência Aids.


Conheçam o site e os projetos da Agência Aids:


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