top of page
Buscar
  • Lhivros e Arthivismo

Minisserie - OS DIARIOS DE ANDY WARHOL - Ryan Murphy e Andrew Rossi

Andy Warhol foi um dos artistas estadunidenses mais emblemáticos da segunda metade do século XX, tendo nascido em 1928 e que faleceu em 1987. Ele é, sem dúvidas, um dos artistas mais famosos e influentes do século XX, conhecido especialmente por suas pinturas, mas também foi um fotógrafo e cinegrafista.



Suas obras povoam o imaginário da cultura ocidental e permeiam a mídia de tal maneira que mesmo quem não conhece ou se interessa pelo universo artístico, reconhece os ícones das latas de sopa Campbells ou os retratos coloridos de Marilyn Monroe. O artista construiu para si uma imagem própria e nunca desviou desse personagem em suas incontáveis aparições públicas.


Inspirada pelo diário do artista publicado em 1989, dois anos depois da morte de Andy, a produção, dirigida por Andrew Rossi e produzida por Ryan Murphy, é dividida em seis partes que revelam detalhes íntimos de sua vida pessoal que por muitos anos ficou escondida por trás da máscara que o próprio artista criou. Afinal, a maior obra de arte de Andy Warhol é Andy Warhol! 


Após ser baleado em 1968, ele passa a registrar sua vida em diários, que fundamentam a série. A leitura dos mesmos, por uma voz que emula a de Warhol, cria uma identificação, reforçada pelas dramatizações de várias cenas, e de depoimentos de amigos e conhecidos.


No quarto episódio, passa-se a abordar a vida no início dos anos 80, iniciando a discussão sobre o impacto da aids na comunidade gay e artística dos Estados Unidos.


Warhol tinha horror à morte e ao sofrimento, assim como também temia a repressão da sociedade sobre os homossexuais, que piorou por causa da doença. Ele chegou mesmo a se afastar de seu convívio amigos e conhecidos que estariam infectados pelo hiv.


Este episódio mostra a conexão de Warhol com Jean-Michel Basquiat, importante artista plástico estadunidense, bissexual e que faleceu devido a uma overdose (e que teve uma grande exposição de suas obras circulando pelo Brasil em 2018), mas também trata da morte em 1986 de uma pessoa muito amada por ele, Jon Gould, executivo da Paramount falecido por complicações advindas da aids.


No episódio 5, quando o ator Rocky Hudson declara estar vivendo com hiv e em fase de aids, Warhol trata sobre o tema em seu diário, sobre se agora a sociedade acreditaria que o ator seria gay. E Warhol era um hipocondríaco inveterado, mas ainda assim ficou todas as noites ao lado de Jon nos 30 dias em que este ficou internado antes de falecer.


Logo depois da morte de Gould, Warhol se envolve mais diretamente com o tema da aids, iniciando a série "A Última Ceia", vindo ele mesmo a falecer pouco depois da abertura da exposição.


A minissérie é linda, oferece uma visão ampla do artista e merece ser assistida por todos. Ah, ela está disponibilizada na Netflix.


110 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page