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Teatro - A DOENCA DO OUTRO - Ronaldo Serruya

Ontem, dia 04/12/21, tive o privilégio de assistir à maravilhosa peça "A Doença do Outro" no Centro Cultural São Paulo, estrelada por Ronaldo Serruya e dirigida por Fabiano de Freitas, o Dadado. Iniciando de forma expositiva, como uma aula, o ator aborda questões como doença social, estigma, e imagens de controle. Mas mesmo nesta primeira parte, a emoção já vem aflorada.



Aos poucos, a linguagem emocionalmente catedrática vai se modificando, ganhando contornos cada vez mais autobiográficos, cada vez mais emocionais, até que irrompe em uma catarse sobre o que significa viver com hiv, e como a vida com o vírus marca os indivíduos, perante si mesmos e perante a sociedade.


Mostra ainda como o hiv não tem uma agenda, não é um ser político, ou agente religioso, é simplesmente um pedaço de RNA encapsulado com função puramente biológica.


Ao longo da peça, o ator nos convida a ressignificar nosso entendimento do que é ser um corpo positivo, e da importância de entendermos (e abraçarmos) nossa ancestralidade soropositiva. Somos marcados por quem nos precedeu na vida com hiv, e os que morreram em consequência da aids estão de alguma forma vivos em nós.


A "Doença do Outro" nos convida a viver em plenitude, a reconstruir uma nova cara do hiv/aids, a viver (parafraseando o ator e pesquisador Franco Fonseca) "sem capa e sem culpa".


A peça termina com uma grande dança coletiva na forma de expressar a alegria de ser... Simplesmente ser...


Saí do teatro profundamente tocado e transformado.


Foi mágico, foi lindo. O único porém é que hoje, dia 05/12, é o último dia do espetáculo, que pode ser visto às 20 horas no Centro Cultural São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos no Sympla - https://www.sympla.com.br/a-doenca-do-outro__1413659

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