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  • Lhivros e Arthivismo

Teatro - CURA - Micaela Cyrino

Primeiramente, gostaria de dizer que sou fã do trabalho da artista, tendo já sido impactado por seus lambes nas ruas do centro de São Paulo, assim como pude ver seus quadros na recente exposição "Enciclopédia Negra" da Pinacoteca da mesma cidade.


A performance teatral "Cura", de Micaela Cyrino, aborda o corpo negro diante da epidemia de HIV/Aids e como as populações afetadas foram silenciadas e estigmatizadas.


A multiartista fez sua intervenção teatral em Quito, capital do Equador, em 2015 e tem como premissa levantar uma discussão sobre como os corpos negros positivos são os mais afetados pelo hiv, e as mulheres negras ainda mais.



Segundo o último boletim epidemiológico, ao mesmo tempo em que houve uma sensível diminuição do número de mortes por complicações advindas da aids dentro da população branca, o número de raios mortes na população negra aumentou.


Essa tendência ocorre por diversos motivos, mas principalmente pelo menor acesso das pessoas não brancas a atendimento de saúde. Pela desigualdade econômica, por questões geográficas urbanas, em que populações mais distanciadas das grandes cidades e das regiões centrais destas, seja por questões de trabalho, que não permitem que as pessoas possam realizar exames, buscar seus medicamentos, etc, seja por questões relativas ao acesso destas populações à uma educação de qualidade, entre vários outros fatores.


Assim, o corpo da artista, corpo de mulher negra, é marcado com o hiv em vermelho, e depois, lavado, em um ato que significaria um constante apagamento social e político da questão.


O vídeo pode ser visto abaixo.




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