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  • Lhivros e Arthivismo

Teatro - PARA-ISO - Corre Coletivo Cenico

Tive a grata experiência, durante a pandemia, de assistir no canal do YouTube do Corre Coletivo Cênico @corre_ba de Salvador/BA (canal "CORRE COLETIVO CÊNICO") não só os vídeos de conversas sobre a preparação para o espetáculo em capítulos "PARA-ISO", como ainda o LANÇAMENTO do mesmo, e depois as conversas interessantíssimas deste coletivo fascinante. Sugiro fortemente que gabaritem todos os vídeos.



Mas no canal do YouTube do Prêmio Braskem de Teatro, até o dia 01/05, estão disponíveis os sete episódios desta belíssima obra. Óbvio que aproveitei para rever a peça, afinal sou fã incondicional do Coletivo, e do cantor LUI @lui.oficiall.


PARA-ISO propõe uma reflexão sobre o modo como o hiv/aids e a COVID-19 têm atingido os corpos gays, numa tentativa de tecer uma correlação entre as epidemias que distam em 40 anos. Episódico, o espetáculo teatral remonta a trajetória de um homem gay, duplamente positivo, que vem a óbito, a partir da visão de cinco personagens que têm suas vidas atravessadas por Ele e, na noite de seu velório, ao se encontrarem na Casa PARA-ISO, residência d'Ele, transbordam as memórias que o afirmam.


O Corre Coletivo Cênico é formado por Marcus Lobo, Anderson Danttas, Luiz Antônio Sena Jr (o cantor LUI, que inclusive compôs e canta a música "Comigo Ninguém Pode", já abordada aqui no blog), Igor Nascimento, Rafael Brito.


Conforme o próprio Coletivo, as personagens Leka, Tito, Miguel, Rogério e Paul, respectivamente, se encontram na Casa PARA-ISO, em que Ele morava, na noite de seu velório. Ao passo que enxergam/visitam esse espaço, agora vazio e cheio de mensagens subliminares, transbordam as memórias.


A dramaturgia escrita por Luiz Antônio Sena Jr., que também assume a direção, traz ainda o ideal da comunidade imune que acaba por escolher quem deve morrer em virtude da “imunidade”, gerando os corpos demunes – que não estão no padrão ideal, ou seja, que não se alinham a cis-hetero-branco-normatividade. Outro recorte é a validação do vírus como espectro social que espelha as hierarquias com seus abismos sociais.


Com diversas mensagens visuais e auditivas subliminares, ou mesmo explícitas, com parte da cenografia montada com frascos dos remédios antirretrovirais, ou ainda impressões coladas com o texto "sou positivo e agora", ou ainda na letra da música tema do espetáculo, em que inclusive há a citação "indetectável é igual a intransmissível", a obra PRECISA ser assistida por todas as pessoas.


“Nos baseamos nesses marcadores para entender o vírus social que afeta e mata muito mais. É importante mudar o foco do olhar, perceber os preconceitos estabelecidos e como podemos quebrá-los, usando as estratégias desse tempo, mas sempre se inspirando nas narrativas deixadas por aqueles e aquelas que vieram antes de nós”, reforça Marcus Lobo, co-diretor do espetáculo.


O canal braskem de teatro no YouTube é o https://www.youtube.com/user/PremioBraskem



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